A Governadora Rosinha e o Prefeito César Maia, pensando nos gringos que virão ao Rio de Janeiro para os Jogos Pan-Americanos de 2007, já mandaram escrever as placas de sinalização dos bairros da cidade em Inglês.
Meus favoritos: Olaria, Jacarepagua, Irajá e Abolição!!!
German Mountain - Morro do Alemão
Will go now - Irajá
To walk there - Andaraí
Dry Square - Praça Seca
Set fire - Botafogo
Customers - Freguesia
Set black people free - Abolição
Very very holy - Santíssimo
Wait a minute - Paciência
Setting free - Livramento
Good Success - Bonsucesso
Very deep island - Ilha do Fundão
Grandson Rabbit - Coelho Neto
High School - Colégio
Happy view - Vista Alegre
Hard Cover - Cascadura
Priest Michael - Padre Miguel
Mercy - Piedade
It's very cheap! - Pechincha
Nice stay - Benfica
Bless you - Saúde
Flag Square - Praça da Bandeira
Flagmen Funtime - Recreio dos Bandeirantes
Small Farm - Rocinha
All Saints - Todos os Santos
Mary of Grace - Maria da Graça
Holy Cross - Santa Cruz
Hello, smile - Olaria
Mango Tree - Mangueira
Inside Mill - Engenho de Dentro
New Mill - Engenho Novo
Alligator to the water - Jacarepaguá
segunda-feira, novembro 21, 2005
quinta-feira, outubro 13, 2005
Referendo do Desarmamento: SIM!
Uma questão de vida em 10 pontos pacíficos:
“Procurai a paz da cidade e orai por ela ao Senhor, porque na sua paz vós tereis paz” (Jr 29.7)
No dia 23 de outubro, será realizado o primeiro referendo da história brasileira. Essa é uma importante conquista de nossa democracia. A pergunta será: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?” Muitos mitos e mentiras estão sendo veiculados pelos defensores das armas. Para decidir com consciência, os brasileiros precisam conhecer a verdade dos fatos. A cada 13 minutos, morre uma pessoa no Brasil vitimada por arma de fogo. São muitas as razões para dizer SIM à proibição do comércio de armas e munição no Brasil. Vejamos 10 pontos pacíficos:
1. MAIS ARMAS, MENOS VIDAS. Jesus Cristo disse “O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e vida abundante” (Jo 10.10). A arma de fogo não é a causa da violência. A arma de fogo propaga aviolência e agrava a sua natureza, tornando-a mortal. No Brasil, a violência é uma epidemia e a arma o seu mais perigoso transmissor. Segundo a UNESCO [Mortes Matadas, 2005], o Brasil é o país onde mais se mata e mais se morre por arma de fogo no mundo, mesmo em comparação com paísesque estão em guerra. Em 2003, morreram 39.284 brasileiros vitimados por armade fogo. São 108 mortos e 53 feridos por dia. Ao contrário do que afirmam os defensores das armas, os dados do Ministério da Saúde provam que, no Brasil, as armas de fogo matam mais do que acidentes de trânsito.
2. TER ARMAS EM CASA AUMENTA O RISCO, NÃO A PROTEÇÃO. “Se o Senhor não guardar a cidade em vão vigia a sentinela” (Sl 127.1b). Todo cidadão tem o direito à legítima defesa da sua família, da sua casa epropriedade. Mas é um equívoco achar que uma arma vai ajudá-lo. Muito pelo contrário, as armas em casa costumam se voltar contra a própria família. Segunda pesquisa americana, uma arma em casa tem 22 vezes mais chances de ser envolvida em suicídios, acidentes ou homicídios entre conhecidos do quede ser usada em situação de legítima defesa [J. of Trauma, 1999]. Segundo o governo norte-americano [FBI, 2001], “para cada sucesso no uso defensivo dearma de fogo em homicídio justificável, houve 185 mortes com arma de fogo emhomicídios, suicídios ou acidentes”. No Brasil, os dados do Ministério da Saúde também comprovam este fato [Datasus, 2002]: Suicídios:- A arma de fogo é o método de suicídio mais utilizado por homens no Brasil. Acidentes:- Um terço das pessoas feridas por arma de fogo no Brasil foram vítimas detiros acidentais. Os hospitais brasileiros atendem três crianças por dia feridas por arma defogo. Duas delas foram vítimas de acidentes. Os pais guardam armas em casa para se defender, mas o próprio filho acaba encontrando-as e causando trágicos acidentes.
3. A PRESENÇA DE UMA ARMA PODE TRANSFORMAR QUALQUER CONFLITO EM TRAGÉDIA E QUALQUER CIDADÃO EM CRIMINOSO. “Disse Jesus: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os quelançarem mão da espada, à espada morrerão” (Mt 26.52). Costuma-se imaginar que o perigo vem de fora (assaltantes, bandidos, etc.). Segundo pesquisa do FBI, nos Estados Unidos, entre 1976 e 2002, só 15% dos homicídios de homens e 8% dos homicídios de mulheres foram cometidos por“estranhos”. E no Brasil? Em São Paulo, em 46% dos homicídios, a vítima e autor se conheciam (parentesco, vizinhança ou amizade) [NEV/USP, 1996]. No Rio de Janeiro, em cada três crimes com vítimas por arma de fogo, um envolve uma pessoa próximada vítima [ISER, 1997]. Crimes violentos não são causados apenas por bandidos, mas também entre“pessoas de bem”, sem antecedentes criminais, que perdem a cabeça e tiram a vida umas das outras em situações banais: brigas de trânsito, entrevizinhos, no futebol, em bares ou dentro de suas próprias casas. Armas defogo transformam desavenças banais em tragédias irreversíveis.
4. AS ARMAS DE FOGO SÃO UMA GRANDE AMEAÇA À VIDA DAS MULHERES. “Marido, ame a sua própria mulher como a si mesmo...” (Ef 5. 33). Internacionalmente, 40 a 70% dos homicídios de mulheres são cometidos pelos seus parceiros íntimos. [Dahlburg and Krug, 2002]. Quando o marido ou companheiro tem acesso a uma arma, o risco da mulher ser assassinada por ele é cinco vezes maior [American J. of Public Health, 2003]. Nas capitais brasileiras, 44,4% dos homicídios de mulheres são cometidos com arma de fogo[Datasus, 2002]. A maioria delas é vítima de seu próprio marido ou companheiro.
5. EM CASO DE ASSALTO “QUEM REAGE MORRE”. “As pessoas que amam a paz deixam descendentes...” (Sl 37.37) Muitos brasileiros, desconfiados da eficácia da polícia, consideram que uma arma pode ajudá-los a se defender durante um assalto. Mas é um mito considerar que com uma arma o cidadão está mais protegido! Por quê? Porque o bandido tem sempre a iniciativa e a vantagem do elemento surpresa. Na maioria dos assaltos, mesmo pessoas treinadas não têm tempo de reagir esacar sua arma. E o que é mais grave: quando o cidadão reage, ele tem mais chance de se ferir ou ser morto do que ser bem sucedido no enfrentamento do bandido. E o criminoso acaba levando a arma da vítima consigo. Isso foi comprovado numa pesquisa do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, deSão Paulo. Existem situações onde arma foi usada para se defender? Existem, mas comocomprovam todas as pesquisas sérias feitas sobre o assunto, são exceções e políticas públicas não são baseadas em exceções.
6. TER ARMA EM CASA NÃO ESPANTA BANDIDO E AUMENTA O RISCO PARA A VÍTIMA, AFINAL, ARMAS FORAM FEITAS PARA MATAR. “O Senhor repreenderá os povos e estes converterão as suas espadas em relhas de arado e as suas lanças em foices.” (Is 2.4). Alega-se que lares sem armas correm mais risco de sofrer invasões e assaltos. Na verdade, uma das razões de assaltos a empresas e residências é justamente o roubo de armas. Além de evitar mortes acidentais, suicídios e homicídios entre conhecidos, a ausência de armas em casa pode diminuir o grau de violência empregado por assaltantes. A Associação Nacional de Fuzis norte-americana argumenta que carros também matam e pergunta se também devem ser proibidos. Todo mundo sabe que automóveis matam por acidente e não de forma intencional. Ao contrário, armas de fogo são desenhadas para matar, e com eficácia, diminuindo o risco de dano ao agressor por matar à distância e sem dar chance à vítima. Elas permitem matar várias pessoas em frações de segundos, podendo atingir inocentes com balas perdidas que, em 2003, causaram uma morte a cada 6 dias no Estado do Rio, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado.
7. AS ARMAS NO BRASIL ESTÃO FORA DE CONTROLE. CONTROLAR AS ARMAS LEGAIS AJUDA A LUTAR CONTRA O CRIME. “Aparte-se do mal e faça o bem: procure a paz e siga-a” (1Pe 3.11) Pesquisa publicada pelo Viva Rio, em parceria com os especialistas doInstituto Suíço Small Arms Survey, estima o número total de armas em circulação no Brasil em 17 milhões e 500 mil. Apenas 10% dessas armas são do Estado, o resto, ou seja 90%, estão em mãos civis (a média internacional é de 60%). As armas ilegais representam 50% do total. É um mito achar que as armas que mais nos ameaçam têm cano longo, são estrangeiras e contrabandeadas. Pesquisa feita em colaboração com a PoliciaCivil do Rio de Janeiro revela que 80% das armas apreendidas entre os anos de 1950 e 2003 são armas curtas: pistolas (15%) e revólveres (65%); 76% são brasileiras, e 63% de uma só marca, a Taurus-Rossi. As armas mais utilizadas em assaltos e em conflitos banais são pistolas e revólveres, em sua maioria fabricados no Brasil. 25% do total das armas apreendidas pela polícia do RJ entre 1950 e 2003 tinham registro legal [DFAE, 1003]. Quer dizer, foram compradas legalmente, registradas na policia e depois caíram em mãos erradas. Involuntariamente, a pessoa que compra uma arma na loja acaba abastecendo o crime quando a sua arma é furtada, roubada, perdida ou revendida. Em 2003, a Polícia Federal informou o roubo de 40.000 armas que estavam em poder de cidadãos de bem.
8. O ESTATUTO DO DESARMAMENTO É UMA LEI QUE DESARMA O BANDIDO. “No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas” (Rm 12.18). Baseando-se nos dados que comprovam o impacto das armas na saúde pública, os riscos que elas trazem para a sociedade e a importância de controlar o mercado legal para diminuir o ilegal, o Congresso aprovou em Dezembro de2003 o chamado Estatuto do Desarmamento. O que ele determina?- Tornou mais difícil a compra de uma arma de fogo.- Proibiu o porte de arma para o cidadão comum. Agora é crime inafiançável com penas de até 6 anos. Em São Paulo, por exemplo, no decorrer da nova lei, o número de armas em circulação caiu em 24%.- Previu uma Campanha de Entrega Voluntária de Armas, que foi iniciada em julho de 2004 e deve encerrar-se em outubro de 2005. Em um ano, essa campanha recolheu 400.000 armas! O Estatuto também determinou que fosse realizado, em outubro de 2005, um Referendo Popular para abolir o comércio de armas no Brasil. A implementação do Estatuto é um dos principais instrumentos de que dispõe hoje a sociedade brasileira para desarmar os bandidos.
9. ABOLIR O COMÉRCIO LEGAL DE ARMAS PREJUDICA O MERCADO ILEGAL E A PROIBIÇÃO NÃO VAI LEVAR A INDÚSTRIA DE ARMAS À FALÊNCIA. “Há muito que eu habito com aqueles que odeiam a paz. Eu sou pela paz; maseles falam a favor da guerra” (Sl 120.7). O mercado ilegal já existe e estima-se que ele seja responsável por 50% das armas em circulação no país. A proibição de armas não vai criar um fato novo. A redução da oferta no comércio legal vai levar a um aumento dos preços no mercado ilegal, tornando mais difícil a aquisição. Esta tendência já está comprovada, por exemplo, no estado de Santa Catarina onde, segundo fontes policiais, o preço do revolver 38 quintuplicou no mercado ilegal. Depois das medidas recentes de controle de armas no Brasil, as armas brasileiras vendidas no Paraguai ficaram mais caras e estão custando o mesmo que as estrangeiras. O comércio para civis representa uma porção pequena dos negócios das indústrias de armas. A Taurus-Rossi e a CBC (Cia Brasileira de Cartuchos) são as principais indústrias de armas e munições no Brasil. A maior parte de sua produção é vendida para as Polícias e Forças Armadas ou exportadas. No caso da Taurus, o comércio pra civis representa menos de 25% das vendas(Comissão de Valores Mobiliários, 2003). A maior parte dessas fábricas, além de armas, produzem também outras mercadorias, como coletes a prova de balas, ferramentas de mão e máquinas. Apenas 41% da produção do Grupo Taurus corresponde a armas [CVM, 2003]. Alega-se que a indústria armamentista emprega 40.000 pessoas que serão demitidos com a proibição do comércio de armas. Segundo o IBGE, o total de número de empregados pela indústria brasileira de armas em 2002 não passa de 6.442 pessoas. Também costuma-se dizer que a indústria de armas e munição é um bastião da economia brasileira quando, na verdade, ela tem um peso mínimo na indústria do país: ela representa só 0,048% da produção industrial totale 0,015% do PIB. Muito menos que a indústria de meias, por exemplo. No estado do RS, onde estão as maiores fábricas de armas como a Taurus-Rossi, as armas representam 0,2% da produção industrial deste estado. [PesquisaIndustrial Anual, 2002]. Pode-se dizer que as armas são um pequeno problema (em termos de peso econômico), mas causam grandes estragos. Em 2002, o sistema público de saúde gastou R$140 milhões para tratar de feridos por armas de fogo [ISER, 2005].
10. CONTROLAR AS ARMAS SALVA VIDAS. “Que o Senhor da paz dê a vocês paz sempre” (2Ts 3.16) As leis de controle de armas ajudam a diminuir os riscos para todos. Leva tempo para medir efeitos de uma lei votada recentemente e que ainda não está sendo integralmente aplicada. Porém, alguns resultados positivos já foram observados. Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que a campanha do desarmamento provocou uma redução das internações hospitalares causadas por arma de fogo nos Estados de São Paulo (-7%) e Rio de Janeiro (-10,5%) entre Janeiro 2004 e fevereiro 2005. Alguns estados já notificaram diminuição nas taxas de homicídios. Em SãoPaulo, os homicídios caíram 18,5 % no ano passado, e 22% na capital [SSP-SP]. Na região metropolitana de Curitiba (PR), o número de homicídios caiu em 27% entre 2003 e 2004 [SSP-PR]. Em Pernambuco, segundo a Secretariade Defesa Social houve uma redução de 10,8% do numero assassinatos, comparando-se os primeiros 9 meses de 2003 e 2004.
REFERENDO: UMA CHANCE PARA TODOS!
Existem vários fatores que influenciam a violência (a desigualdade social, a eficiência dos sistemas de justiça e segurança pública etc.). Estes fatores podem ser corrigidos com reformas estruturais de longo prazo. O objetivo do desarmamento não é acabar com a violência, mas diminuir a letalidade da violência. O referendo se justifica pelo volume de armas no Brasil. Segundo dados da Policia Federal (SINARM), em 2004 foram registradas 53.811 novas armas de fogo compradas por civis no Brasil. No primeiro trimestre de 2005, foram registradas 16.089 vendas de armas para civis. Projeta-se, para o ano todo, que a venda legal atinja 65.000 armas. O referendo do desarmamento no Brasil é uma afirmação da democracia. Convidaa população a decidir sobre um tema de imensa relevância para a construção de uma sociedade mais pacífica. As pesquisas de opinião mostram que o povo quer participar e votar sim. Segundo o IBOPE (19/07/05), 81% dos Brasileiros são a favor da abolição do comercio de armas e munição no Brasil. O referendo é a oportunidade de mostrar em que tipo de sociedade queremos viver. O voto é obrigatório acima de 18 anos e opcional para jovens entre 16 e 18 anos. Por um Brasil sem armas, sim pela vida. Pontos pacíficos!
CLEMIR FERNANDES Religião e Paz /Viva Rio (21) 2555 3766
E-mail: cfernandes@vivario.org.br
www.referendo.com.br
www.desarme.org
www.vivario.org.br
“Procurai a paz da cidade e orai por ela ao Senhor, porque na sua paz vós tereis paz” (Jr 29.7)
No dia 23 de outubro, será realizado o primeiro referendo da história brasileira. Essa é uma importante conquista de nossa democracia. A pergunta será: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?” Muitos mitos e mentiras estão sendo veiculados pelos defensores das armas. Para decidir com consciência, os brasileiros precisam conhecer a verdade dos fatos. A cada 13 minutos, morre uma pessoa no Brasil vitimada por arma de fogo. São muitas as razões para dizer SIM à proibição do comércio de armas e munição no Brasil. Vejamos 10 pontos pacíficos:
1. MAIS ARMAS, MENOS VIDAS. Jesus Cristo disse “O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e vida abundante” (Jo 10.10). A arma de fogo não é a causa da violência. A arma de fogo propaga aviolência e agrava a sua natureza, tornando-a mortal. No Brasil, a violência é uma epidemia e a arma o seu mais perigoso transmissor. Segundo a UNESCO [Mortes Matadas, 2005], o Brasil é o país onde mais se mata e mais se morre por arma de fogo no mundo, mesmo em comparação com paísesque estão em guerra. Em 2003, morreram 39.284 brasileiros vitimados por armade fogo. São 108 mortos e 53 feridos por dia. Ao contrário do que afirmam os defensores das armas, os dados do Ministério da Saúde provam que, no Brasil, as armas de fogo matam mais do que acidentes de trânsito.
2. TER ARMAS EM CASA AUMENTA O RISCO, NÃO A PROTEÇÃO. “Se o Senhor não guardar a cidade em vão vigia a sentinela” (Sl 127.1b). Todo cidadão tem o direito à legítima defesa da sua família, da sua casa epropriedade. Mas é um equívoco achar que uma arma vai ajudá-lo. Muito pelo contrário, as armas em casa costumam se voltar contra a própria família. Segunda pesquisa americana, uma arma em casa tem 22 vezes mais chances de ser envolvida em suicídios, acidentes ou homicídios entre conhecidos do quede ser usada em situação de legítima defesa [J. of Trauma, 1999]. Segundo o governo norte-americano [FBI, 2001], “para cada sucesso no uso defensivo dearma de fogo em homicídio justificável, houve 185 mortes com arma de fogo emhomicídios, suicídios ou acidentes”. No Brasil, os dados do Ministério da Saúde também comprovam este fato [Datasus, 2002]: Suicídios:- A arma de fogo é o método de suicídio mais utilizado por homens no Brasil. Acidentes:- Um terço das pessoas feridas por arma de fogo no Brasil foram vítimas detiros acidentais. Os hospitais brasileiros atendem três crianças por dia feridas por arma defogo. Duas delas foram vítimas de acidentes. Os pais guardam armas em casa para se defender, mas o próprio filho acaba encontrando-as e causando trágicos acidentes.
3. A PRESENÇA DE UMA ARMA PODE TRANSFORMAR QUALQUER CONFLITO EM TRAGÉDIA E QUALQUER CIDADÃO EM CRIMINOSO. “Disse Jesus: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os quelançarem mão da espada, à espada morrerão” (Mt 26.52). Costuma-se imaginar que o perigo vem de fora (assaltantes, bandidos, etc.). Segundo pesquisa do FBI, nos Estados Unidos, entre 1976 e 2002, só 15% dos homicídios de homens e 8% dos homicídios de mulheres foram cometidos por“estranhos”. E no Brasil? Em São Paulo, em 46% dos homicídios, a vítima e autor se conheciam (parentesco, vizinhança ou amizade) [NEV/USP, 1996]. No Rio de Janeiro, em cada três crimes com vítimas por arma de fogo, um envolve uma pessoa próximada vítima [ISER, 1997]. Crimes violentos não são causados apenas por bandidos, mas também entre“pessoas de bem”, sem antecedentes criminais, que perdem a cabeça e tiram a vida umas das outras em situações banais: brigas de trânsito, entrevizinhos, no futebol, em bares ou dentro de suas próprias casas. Armas defogo transformam desavenças banais em tragédias irreversíveis.
4. AS ARMAS DE FOGO SÃO UMA GRANDE AMEAÇA À VIDA DAS MULHERES. “Marido, ame a sua própria mulher como a si mesmo...” (Ef 5. 33). Internacionalmente, 40 a 70% dos homicídios de mulheres são cometidos pelos seus parceiros íntimos. [Dahlburg and Krug, 2002]. Quando o marido ou companheiro tem acesso a uma arma, o risco da mulher ser assassinada por ele é cinco vezes maior [American J. of Public Health, 2003]. Nas capitais brasileiras, 44,4% dos homicídios de mulheres são cometidos com arma de fogo[Datasus, 2002]. A maioria delas é vítima de seu próprio marido ou companheiro.
5. EM CASO DE ASSALTO “QUEM REAGE MORRE”. “As pessoas que amam a paz deixam descendentes...” (Sl 37.37) Muitos brasileiros, desconfiados da eficácia da polícia, consideram que uma arma pode ajudá-los a se defender durante um assalto. Mas é um mito considerar que com uma arma o cidadão está mais protegido! Por quê? Porque o bandido tem sempre a iniciativa e a vantagem do elemento surpresa. Na maioria dos assaltos, mesmo pessoas treinadas não têm tempo de reagir esacar sua arma. E o que é mais grave: quando o cidadão reage, ele tem mais chance de se ferir ou ser morto do que ser bem sucedido no enfrentamento do bandido. E o criminoso acaba levando a arma da vítima consigo. Isso foi comprovado numa pesquisa do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, deSão Paulo. Existem situações onde arma foi usada para se defender? Existem, mas comocomprovam todas as pesquisas sérias feitas sobre o assunto, são exceções e políticas públicas não são baseadas em exceções.
6. TER ARMA EM CASA NÃO ESPANTA BANDIDO E AUMENTA O RISCO PARA A VÍTIMA, AFINAL, ARMAS FORAM FEITAS PARA MATAR. “O Senhor repreenderá os povos e estes converterão as suas espadas em relhas de arado e as suas lanças em foices.” (Is 2.4). Alega-se que lares sem armas correm mais risco de sofrer invasões e assaltos. Na verdade, uma das razões de assaltos a empresas e residências é justamente o roubo de armas. Além de evitar mortes acidentais, suicídios e homicídios entre conhecidos, a ausência de armas em casa pode diminuir o grau de violência empregado por assaltantes. A Associação Nacional de Fuzis norte-americana argumenta que carros também matam e pergunta se também devem ser proibidos. Todo mundo sabe que automóveis matam por acidente e não de forma intencional. Ao contrário, armas de fogo são desenhadas para matar, e com eficácia, diminuindo o risco de dano ao agressor por matar à distância e sem dar chance à vítima. Elas permitem matar várias pessoas em frações de segundos, podendo atingir inocentes com balas perdidas que, em 2003, causaram uma morte a cada 6 dias no Estado do Rio, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado.
7. AS ARMAS NO BRASIL ESTÃO FORA DE CONTROLE. CONTROLAR AS ARMAS LEGAIS AJUDA A LUTAR CONTRA O CRIME. “Aparte-se do mal e faça o bem: procure a paz e siga-a” (1Pe 3.11) Pesquisa publicada pelo Viva Rio, em parceria com os especialistas doInstituto Suíço Small Arms Survey, estima o número total de armas em circulação no Brasil em 17 milhões e 500 mil. Apenas 10% dessas armas são do Estado, o resto, ou seja 90%, estão em mãos civis (a média internacional é de 60%). As armas ilegais representam 50% do total. É um mito achar que as armas que mais nos ameaçam têm cano longo, são estrangeiras e contrabandeadas. Pesquisa feita em colaboração com a PoliciaCivil do Rio de Janeiro revela que 80% das armas apreendidas entre os anos de 1950 e 2003 são armas curtas: pistolas (15%) e revólveres (65%); 76% são brasileiras, e 63% de uma só marca, a Taurus-Rossi. As armas mais utilizadas em assaltos e em conflitos banais são pistolas e revólveres, em sua maioria fabricados no Brasil. 25% do total das armas apreendidas pela polícia do RJ entre 1950 e 2003 tinham registro legal [DFAE, 1003]. Quer dizer, foram compradas legalmente, registradas na policia e depois caíram em mãos erradas. Involuntariamente, a pessoa que compra uma arma na loja acaba abastecendo o crime quando a sua arma é furtada, roubada, perdida ou revendida. Em 2003, a Polícia Federal informou o roubo de 40.000 armas que estavam em poder de cidadãos de bem.
8. O ESTATUTO DO DESARMAMENTO É UMA LEI QUE DESARMA O BANDIDO. “No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas” (Rm 12.18). Baseando-se nos dados que comprovam o impacto das armas na saúde pública, os riscos que elas trazem para a sociedade e a importância de controlar o mercado legal para diminuir o ilegal, o Congresso aprovou em Dezembro de2003 o chamado Estatuto do Desarmamento. O que ele determina?- Tornou mais difícil a compra de uma arma de fogo.- Proibiu o porte de arma para o cidadão comum. Agora é crime inafiançável com penas de até 6 anos. Em São Paulo, por exemplo, no decorrer da nova lei, o número de armas em circulação caiu em 24%.- Previu uma Campanha de Entrega Voluntária de Armas, que foi iniciada em julho de 2004 e deve encerrar-se em outubro de 2005. Em um ano, essa campanha recolheu 400.000 armas! O Estatuto também determinou que fosse realizado, em outubro de 2005, um Referendo Popular para abolir o comércio de armas no Brasil. A implementação do Estatuto é um dos principais instrumentos de que dispõe hoje a sociedade brasileira para desarmar os bandidos.
9. ABOLIR O COMÉRCIO LEGAL DE ARMAS PREJUDICA O MERCADO ILEGAL E A PROIBIÇÃO NÃO VAI LEVAR A INDÚSTRIA DE ARMAS À FALÊNCIA. “Há muito que eu habito com aqueles que odeiam a paz. Eu sou pela paz; maseles falam a favor da guerra” (Sl 120.7). O mercado ilegal já existe e estima-se que ele seja responsável por 50% das armas em circulação no país. A proibição de armas não vai criar um fato novo. A redução da oferta no comércio legal vai levar a um aumento dos preços no mercado ilegal, tornando mais difícil a aquisição. Esta tendência já está comprovada, por exemplo, no estado de Santa Catarina onde, segundo fontes policiais, o preço do revolver 38 quintuplicou no mercado ilegal. Depois das medidas recentes de controle de armas no Brasil, as armas brasileiras vendidas no Paraguai ficaram mais caras e estão custando o mesmo que as estrangeiras. O comércio para civis representa uma porção pequena dos negócios das indústrias de armas. A Taurus-Rossi e a CBC (Cia Brasileira de Cartuchos) são as principais indústrias de armas e munições no Brasil. A maior parte de sua produção é vendida para as Polícias e Forças Armadas ou exportadas. No caso da Taurus, o comércio pra civis representa menos de 25% das vendas(Comissão de Valores Mobiliários, 2003). A maior parte dessas fábricas, além de armas, produzem também outras mercadorias, como coletes a prova de balas, ferramentas de mão e máquinas. Apenas 41% da produção do Grupo Taurus corresponde a armas [CVM, 2003]. Alega-se que a indústria armamentista emprega 40.000 pessoas que serão demitidos com a proibição do comércio de armas. Segundo o IBGE, o total de número de empregados pela indústria brasileira de armas em 2002 não passa de 6.442 pessoas. Também costuma-se dizer que a indústria de armas e munição é um bastião da economia brasileira quando, na verdade, ela tem um peso mínimo na indústria do país: ela representa só 0,048% da produção industrial totale 0,015% do PIB. Muito menos que a indústria de meias, por exemplo. No estado do RS, onde estão as maiores fábricas de armas como a Taurus-Rossi, as armas representam 0,2% da produção industrial deste estado. [PesquisaIndustrial Anual, 2002]. Pode-se dizer que as armas são um pequeno problema (em termos de peso econômico), mas causam grandes estragos. Em 2002, o sistema público de saúde gastou R$140 milhões para tratar de feridos por armas de fogo [ISER, 2005].
10. CONTROLAR AS ARMAS SALVA VIDAS. “Que o Senhor da paz dê a vocês paz sempre” (2Ts 3.16) As leis de controle de armas ajudam a diminuir os riscos para todos. Leva tempo para medir efeitos de uma lei votada recentemente e que ainda não está sendo integralmente aplicada. Porém, alguns resultados positivos já foram observados. Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que a campanha do desarmamento provocou uma redução das internações hospitalares causadas por arma de fogo nos Estados de São Paulo (-7%) e Rio de Janeiro (-10,5%) entre Janeiro 2004 e fevereiro 2005. Alguns estados já notificaram diminuição nas taxas de homicídios. Em SãoPaulo, os homicídios caíram 18,5 % no ano passado, e 22% na capital [SSP-SP]. Na região metropolitana de Curitiba (PR), o número de homicídios caiu em 27% entre 2003 e 2004 [SSP-PR]. Em Pernambuco, segundo a Secretariade Defesa Social houve uma redução de 10,8% do numero assassinatos, comparando-se os primeiros 9 meses de 2003 e 2004.
REFERENDO: UMA CHANCE PARA TODOS!
Existem vários fatores que influenciam a violência (a desigualdade social, a eficiência dos sistemas de justiça e segurança pública etc.). Estes fatores podem ser corrigidos com reformas estruturais de longo prazo. O objetivo do desarmamento não é acabar com a violência, mas diminuir a letalidade da violência. O referendo se justifica pelo volume de armas no Brasil. Segundo dados da Policia Federal (SINARM), em 2004 foram registradas 53.811 novas armas de fogo compradas por civis no Brasil. No primeiro trimestre de 2005, foram registradas 16.089 vendas de armas para civis. Projeta-se, para o ano todo, que a venda legal atinja 65.000 armas. O referendo do desarmamento no Brasil é uma afirmação da democracia. Convidaa população a decidir sobre um tema de imensa relevância para a construção de uma sociedade mais pacífica. As pesquisas de opinião mostram que o povo quer participar e votar sim. Segundo o IBOPE (19/07/05), 81% dos Brasileiros são a favor da abolição do comercio de armas e munição no Brasil. O referendo é a oportunidade de mostrar em que tipo de sociedade queremos viver. O voto é obrigatório acima de 18 anos e opcional para jovens entre 16 e 18 anos. Por um Brasil sem armas, sim pela vida. Pontos pacíficos!
CLEMIR FERNANDES Religião e Paz /Viva Rio (21) 2555 3766
E-mail: cfernandes@vivario.org.br
www.referendo.com.br
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terça-feira, outubro 11, 2005
Sorria...Sabedoria Popular!
Porque nem tudo pode ser sério na vida, seguem algumas frases bem-humoradas, de autoria desconhecida:
- Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama.
- Bebo porque sou egocêntrico, gosto quando o mundo gira ao meu redor.
- Malandro é o pato, que já nasce com os dedos grudados para não pôr aliança.
- Sabe o que é a meia-idade? É a altura da vida em que o trabalho já não dá prazer e o prazer começa a dar trabalho.
- Se um dia sentir um enorme vazio dentro de você, vá comer, pode ser fome.
- Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama.
- Bebo porque sou egocêntrico, gosto quando o mundo gira ao meu redor.
- Malandro é o pato, que já nasce com os dedos grudados para não pôr aliança.
- Sabe o que é a meia-idade? É a altura da vida em que o trabalho já não dá prazer e o prazer começa a dar trabalho.
- Se um dia sentir um enorme vazio dentro de você, vá comer, pode ser fome.
sexta-feira, setembro 23, 2005
Dúvidas Pascais
- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é ...... bem ...... é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e a Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos ....... .Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado!
- Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Ave Maria!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas quando você for no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa ....... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como?
- Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!
(Luís Fernando Veríssimo)
- Ora, Páscoa é ...... bem ...... é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e a Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos ....... .Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado!
- Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Ave Maria!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas quando você for no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa ....... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como?
- Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!
(Luís Fernando Veríssimo)
Sabedoria Nordestina
Essa quem contou-me foi meu querido irmão e amigo, minha Velha Baiana, Roberto Amorim:
"Ouvi certa vez que um pregador nordestino falou sobre os três tipos de crentes:
1) O crente égua - aquele crente que nem fede, nem cheira.
2) O crente Pai D'égua - um crente porreta, gente boa, com quem se pode contar (quando alguém é muito bom, o nordestino diz: 'Fulano é pai d'égua!').
3) O crente filho de uma égua - esse tal nem merece comentários..."
"Ouvi certa vez que um pregador nordestino falou sobre os três tipos de crentes:
1) O crente égua - aquele crente que nem fede, nem cheira.
2) O crente Pai D'égua - um crente porreta, gente boa, com quem se pode contar (quando alguém é muito bom, o nordestino diz: 'Fulano é pai d'égua!').
3) O crente filho de uma égua - esse tal nem merece comentários..."
quinta-feira, setembro 30, 2004
segunda-feira, fevereiro 09, 2004
Qdo o sapato serve no outro pé...
Americano detido em Foz deixa o Brasil
Foz do Iguaçu – O turista norte-americano, Douglas Alan Skolnick, de 54 anos, deixou Foz do Iguaçu às 8h25 de ontem, após ficar mais de 20 horas seguidas detido e ter pago uma multa de R$ 50 mil, por ter feito um gesto obsceno com os dedos quando era fichado pela Polícia Federal (PF), no Aeroporto Internacional, para entrar no Brasil.
Ao sair de Foz do Iguaçu ontem rumo à Flórida no mesmo vôo charter que chegou, mais uma vez Skolnick preferiu não falar com a imprensa. Sempre acompanhado da esposa, o bancário aposentado apenas salientou: "Sem comentários".
Skolnick chegou à cidade na sexta-feira à noite com um grupo de 91 americanos e 8 britânicos para um passeio de um dia nas Cataratas do Iguaçu e no Parque das Aves, mas acabou ficando a maior parte do tempo na cela da PF e em prisão domiciliar no Hotel das Cataratas – Parque Nacional do Iguaçu.
Ele só pôde contemplar as Cataratas após as 18 horas de sábado, depois de ter levado pessoalmente à Justiça Federal R$ 50 mil, em dinheiro, para pagar a multa por desacato à autoridade. Antes, o turista passou em uma casa de câmbio, sempre escoltado pela PF, e trocou dólares por reais. Por determinação da Justiça, o dinheiro será repassado ao Lar do Velhinhos e ao Centro de Nutrição, duas entidades assistenciais de Foz do Iguaçu.
No dia 15 de janeiro, um piloto da American Airlines foi preso em São Paulo por ter feito o mesmo gesto. A empresa foi obrigada a pagar uma multa de R$ 36 mil para ele poder deixar o Brasil.
A atitude de Skolnick não repercutiu bem entre a maior parte dos turistas do grupo. No entanto, eles mostraram discrição e evitaram comentar o assunto, preferindo falar da beleza das Cataratas. "Foi um mal-entendido", diz o vendedor Jim Shea. Outro vendedor, Roy Korn, não quis falar do episódio, mas disse que o fichamento é necessário para combater o terrorismo. A identificação dos norte-americanos começou a ser feita no Brasil em janeiro, depois de o governo Bush adotar a mesma medida com brasileiros que entram nos Estados Unidos.
Foz do Iguaçu – O turista norte-americano, Douglas Alan Skolnick, de 54 anos, deixou Foz do Iguaçu às 8h25 de ontem, após ficar mais de 20 horas seguidas detido e ter pago uma multa de R$ 50 mil, por ter feito um gesto obsceno com os dedos quando era fichado pela Polícia Federal (PF), no Aeroporto Internacional, para entrar no Brasil.
Ao sair de Foz do Iguaçu ontem rumo à Flórida no mesmo vôo charter que chegou, mais uma vez Skolnick preferiu não falar com a imprensa. Sempre acompanhado da esposa, o bancário aposentado apenas salientou: "Sem comentários".
Skolnick chegou à cidade na sexta-feira à noite com um grupo de 91 americanos e 8 britânicos para um passeio de um dia nas Cataratas do Iguaçu e no Parque das Aves, mas acabou ficando a maior parte do tempo na cela da PF e em prisão domiciliar no Hotel das Cataratas – Parque Nacional do Iguaçu.
Ele só pôde contemplar as Cataratas após as 18 horas de sábado, depois de ter levado pessoalmente à Justiça Federal R$ 50 mil, em dinheiro, para pagar a multa por desacato à autoridade. Antes, o turista passou em uma casa de câmbio, sempre escoltado pela PF, e trocou dólares por reais. Por determinação da Justiça, o dinheiro será repassado ao Lar do Velhinhos e ao Centro de Nutrição, duas entidades assistenciais de Foz do Iguaçu.
No dia 15 de janeiro, um piloto da American Airlines foi preso em São Paulo por ter feito o mesmo gesto. A empresa foi obrigada a pagar uma multa de R$ 36 mil para ele poder deixar o Brasil.
A atitude de Skolnick não repercutiu bem entre a maior parte dos turistas do grupo. No entanto, eles mostraram discrição e evitaram comentar o assunto, preferindo falar da beleza das Cataratas. "Foi um mal-entendido", diz o vendedor Jim Shea. Outro vendedor, Roy Korn, não quis falar do episódio, mas disse que o fichamento é necessário para combater o terrorismo. A identificação dos norte-americanos começou a ser feita no Brasil em janeiro, depois de o governo Bush adotar a mesma medida com brasileiros que entram nos Estados Unidos.