Essa novela do Sarney sai-não-sai nada tem a ver com Sarney em si, mas com a ilusão de que ele saindo o assunto das nomeações secretas estaria resolvido. Esta é a maneira habitual como Congresso resolve as polêmicas envolvendo a casa: arranja uma punição (quanto mais branda melhor) para um ou dois e o resto se escafede numa boa! Os problemas, as suspeitas e o descrédito não estão apenas sobre Sarney mas sobre todo o Congresso! Por isso apenas "eliminar" Sarney não resolve!
O DEM, o PSDB e o PDT exprimiram a mesma coisa: Sarney deveria afastar-se até que as investigações sobre os atos secretos se concluam. Evidentemente, trata-se de conversa fiada. Dados os tentáculos que Sarney mantém no Senado, afastá-lo “temporariamente” não teria nenhum efeito sobre as “investigações”. Quem acredita que ele não teria influência sobre o que estaria acontecendo nos corredores e no plenário da Casa? Somente alguém muito inocente ou ingênuo acreditaria que seu afastamento seria suficiente para que “o processo” corra sem influências externas! Na escassa medida em que se possa interpretar o que se passa nas maquinações partidárias, a idéia desses três partidos nada tem a ver com “investigações”, mas parece ser mais no sentido de afastar Sarney “temporariamente” para em seguida afastá-lo em definitivo.
O problema com tudo isso é que o mesmo e velho “jogo da política bairrista, suja e interesseira” continuaria, pois quem, na ausência de Sarney, assumiriaria a presidência do Senado? O primeiro vice-presidente que, por absoluta coincidência é o senador Marconi Perillo, o qual vem a pertencer ao… PSDB.
É preciso que se puna, e se puna com rigor, aqueles que tem sido autores de tanta falcatrua e tem defraudado o poder público, desreipeitando, não somente o país, mas também aqueles que os elegeram para o cargo que ocupam! Mas é preciso que sejam punidos TODOS os culpados e não somente um “boi-de-piranha” deixando que os outros usufruam de um perdão sacrificial oferecido em favor deles!
Fora Sarney, mas fora também todos os outros juntos!
terça-feira, julho 07, 2009
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Na fronteira de Portugal...
Hugo, meu amigo português morador aqui de Tampa, essa é pra você...
Um grupo de brasileiros, dando uma volta pela Europa, alugou um carro na Alemanha. Quando chegaram na fronteira de Portugal, o fiscal português deu uma volta ao redor do carro e disse aos brasileiros:
- Vocês não podem passar.
- Mas por quê? - perguntou o motorista brasileiro.
- É porque vocês são cinco num Audi A Quatro.
- E daí? - disse o brasileiro. Isso não tem nada a ver. Quatro é o tipo do Carro, mas se o senhor olhar os documentos vai ver que é um carro de cinco lugares.
- Isso não me interessa - disse o fiscal português. O meu chefe falou que num Audi A4 só pode ter quatro passageiros.
- Mas isso é um absurdo!! - indignou-se o brasileiro. Vai chamar seu chefe, eu quero falar com ele.
- Agora não é possível, ele está muito ocupado.
- Ocupado com o quê?
- Com os dois caras do Fiat Uno!
Um grupo de brasileiros, dando uma volta pela Europa, alugou um carro na Alemanha. Quando chegaram na fronteira de Portugal, o fiscal português deu uma volta ao redor do carro e disse aos brasileiros:
- Vocês não podem passar.
- Mas por quê? - perguntou o motorista brasileiro.
- É porque vocês são cinco num Audi A Quatro.
- E daí? - disse o brasileiro. Isso não tem nada a ver. Quatro é o tipo do Carro, mas se o senhor olhar os documentos vai ver que é um carro de cinco lugares.
- Isso não me interessa - disse o fiscal português. O meu chefe falou que num Audi A4 só pode ter quatro passageiros.
- Mas isso é um absurdo!! - indignou-se o brasileiro. Vai chamar seu chefe, eu quero falar com ele.
- Agora não é possível, ele está muito ocupado.
- Ocupado com o quê?
- Com os dois caras do Fiat Uno!
domingo, fevereiro 08, 2009
A Bancada da Caminhonete
Um dos meus Colunistas preferidos, de leitura diária obrigatória, é o "Caixa Zero" da Gazeta do Povo, assinado pelo Rogério Galindo. Esta dolorosa, vergonhosa mas verdadeira crítica aos parlamentares paranaenses foi publicada dia 07 de fevereiro de 2009. Seria fato cômico se não fosse tão trágico e desanimador para aquelas pessoas honestas e de caráter que realmente amam nosso Paraná.
As declarações de bens dos políticos brasileiros não valem muita coisa – é só lembrar o caso do novo corregedor da Câmara, Edmar Moreira, que se esqueceu de avisar que tinha um castelo. Mas elas servem, sim, para algumas coisas. Por exemplo, para mostrar quantos são os integrantes da inusitada bancada das caminhonetes, no Paraná.
Sabe-se que há bancadas para todos os gostos: ruralistas, defensores de armas, bancada de apoio aos cartolas de futebol, etc. A das caminhonetes veio à tona na Assembleia Legislativa do Paraná nesta semana. Revoltados, os deputados estaduais exigiam que o governo do estado revisse a cobrança da alíquota de 2,5% de IPVA sobre algumas caminhonetes de luxo.
A bizarria da bancada fica óbvia por vários motivos. Primeiro, porque os próprios deputados aprovaram a legislação do IPVA. Ou seja: estavam se rebelando contra a própria decisão. O que só prova, mais uma vez, que na maioria dos casos nossos parlamentares votam sem nem saber o que está em jogo, apenas seguindo as orientações do líder do governo.
Segundo, porque os deputados nem sequer fingiram estar interessados em baixar outros impostos, ou em reduzir o IPVA de outros tipos de veículos. Queriam saber era das caminhonetes, conforme mostrou bela matéria de Kátia Chagas nesta Gazeta.
E por que as caminhonetes? Eis a função das declarações de bens. Fuçando nos documentos que os senhores parlamentares apresentaram à Justiça Eleitoral antes de sua última eleição, em 2006, descobre-se que perto de um terço de nossos deputados possui caminhonetes: são 15, do total de 54.
Desses, nem todos tiveram seu IPVA aumentado. O imposto só foi maior para as caminhonetes de cabine dupla com compartimento de carga: modelos tipo S-10 e Hilux. Da bancada paranaense, nove declararam ter carros desse gênero. Mas, claro, bancada boa é bancada unida. E os outros membros certamente darão total apoio a seus correligionários.
Os deputados paranaenses declararam possuir modelos que passam fácil dos R$ 100 mil. Há Hilux, Rangers, Blazers, GM Tracker, uma Mitsubishi MMC L 200, várias S-10, etc.
O próprio presidente da casa, deputado Nelson Justus – aquele que ainda não pôsem votação a proposta de transparência, lembra? – é um membro da bancada. Ele declarou ter uma Jeep Grand Cherokee. O próprio deputado avaliou o carro em R$ 51 mil. Não é o seu veículo mais caro. Ele diz ter outros três, sendo dois deles mais valiosos do que a caminhonete.
A bancada da caminhonete é maior do que a de muitos partidos. Só perderia em quantidade para a do PMDB, do governador Roberto Requião. É uma bancada poderosa. Poderia fazer muito pelo estado – desde que, claro, seus integrantes passassem a ler os projetos antes de votar, por exemplo.
Mas o que a existência da agremiação mais diz sobre a nossa Assembleia, porém, é o quanto nossos deputados estão distantes da população que deveriam representar. Não só por ter um estilo de vida muito acima da média do povo. Ser rico nunca impediu alguém de entender a vida dos outros.
O real problema é que a bancada mostrou estar muito mais interessada em defender seus próprios e mesquinhos interesses do que em outros assuntos muito mais importantes.
O presidente norte-americano, Barack Obama, diz que você descobre o que realmente é importante para você ao ver quanto esforço você gasta naquele assunto. Os deputados paranaenses mostraram o que realmente lhes interessa na semana que passou: seu próprio bolso.
Dá para acreditar? É simplesmente surpreendente, quase assustador, o descasso, o desleixo e a completa falta de vergonha e bom senso que tomou conta da política no Estado e também Nacional! Eles nem se preocupam mais em disfarçar suas verdadeiras intenções e interesses! Até quando seremos complacentes e responsáveis pela eleição de bandidos, estelionatários da confiança pública e estrupadores da democracia? Afinal de contas somente nós temos em nossas mãos o poder de dizer: BASTA!
As declarações de bens dos políticos brasileiros não valem muita coisa – é só lembrar o caso do novo corregedor da Câmara, Edmar Moreira, que se esqueceu de avisar que tinha um castelo. Mas elas servem, sim, para algumas coisas. Por exemplo, para mostrar quantos são os integrantes da inusitada bancada das caminhonetes, no Paraná.
Sabe-se que há bancadas para todos os gostos: ruralistas, defensores de armas, bancada de apoio aos cartolas de futebol, etc. A das caminhonetes veio à tona na Assembleia Legislativa do Paraná nesta semana. Revoltados, os deputados estaduais exigiam que o governo do estado revisse a cobrança da alíquota de 2,5% de IPVA sobre algumas caminhonetes de luxo.
A bizarria da bancada fica óbvia por vários motivos. Primeiro, porque os próprios deputados aprovaram a legislação do IPVA. Ou seja: estavam se rebelando contra a própria decisão. O que só prova, mais uma vez, que na maioria dos casos nossos parlamentares votam sem nem saber o que está em jogo, apenas seguindo as orientações do líder do governo.
Segundo, porque os deputados nem sequer fingiram estar interessados em baixar outros impostos, ou em reduzir o IPVA de outros tipos de veículos. Queriam saber era das caminhonetes, conforme mostrou bela matéria de Kátia Chagas nesta Gazeta.
E por que as caminhonetes? Eis a função das declarações de bens. Fuçando nos documentos que os senhores parlamentares apresentaram à Justiça Eleitoral antes de sua última eleição, em 2006, descobre-se que perto de um terço de nossos deputados possui caminhonetes: são 15, do total de 54.
Desses, nem todos tiveram seu IPVA aumentado. O imposto só foi maior para as caminhonetes de cabine dupla com compartimento de carga: modelos tipo S-10 e Hilux. Da bancada paranaense, nove declararam ter carros desse gênero. Mas, claro, bancada boa é bancada unida. E os outros membros certamente darão total apoio a seus correligionários.
Os deputados paranaenses declararam possuir modelos que passam fácil dos R$ 100 mil. Há Hilux, Rangers, Blazers, GM Tracker, uma Mitsubishi MMC L 200, várias S-10, etc.
O próprio presidente da casa, deputado Nelson Justus – aquele que ainda não pôsem votação a proposta de transparência, lembra? – é um membro da bancada. Ele declarou ter uma Jeep Grand Cherokee. O próprio deputado avaliou o carro em R$ 51 mil. Não é o seu veículo mais caro. Ele diz ter outros três, sendo dois deles mais valiosos do que a caminhonete.
A bancada da caminhonete é maior do que a de muitos partidos. Só perderia em quantidade para a do PMDB, do governador Roberto Requião. É uma bancada poderosa. Poderia fazer muito pelo estado – desde que, claro, seus integrantes passassem a ler os projetos antes de votar, por exemplo.
Mas o que a existência da agremiação mais diz sobre a nossa Assembleia, porém, é o quanto nossos deputados estão distantes da população que deveriam representar. Não só por ter um estilo de vida muito acima da média do povo. Ser rico nunca impediu alguém de entender a vida dos outros.
O real problema é que a bancada mostrou estar muito mais interessada em defender seus próprios e mesquinhos interesses do que em outros assuntos muito mais importantes.
O presidente norte-americano, Barack Obama, diz que você descobre o que realmente é importante para você ao ver quanto esforço você gasta naquele assunto. Os deputados paranaenses mostraram o que realmente lhes interessa na semana que passou: seu próprio bolso.
Dá para acreditar? É simplesmente surpreendente, quase assustador, o descasso, o desleixo e a completa falta de vergonha e bom senso que tomou conta da política no Estado e também Nacional! Eles nem se preocupam mais em disfarçar suas verdadeiras intenções e interesses! Até quando seremos complacentes e responsáveis pela eleição de bandidos, estelionatários da confiança pública e estrupadores da democracia? Afinal de contas somente nós temos em nossas mãos o poder de dizer: BASTA!
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Diferenças entre homens e mulheres
Apelido
Se Adriana, Silvana, Débora e Luciana vão almoçar juntas, elas chamarão umas às outras de Dri, Sil, Dê e Lu.Se Leandro, Carlos, Roberto e João saem juntos, eles, afetuosamente, se referirão uns aos outros como Gordo, Cabeção, Rato e Negão.
Comendo fora
Quando a conta chega, Paulo, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$ 20 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá trocado e nenhum vai ao menos admitir que quer troco - logo o troco será convertido em saideiras.Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolso e todas procuram pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.
Se Adriana, Silvana, Débora e Luciana vão almoçar juntas, elas chamarão umas às outras de Dri, Sil, Dê e Lu.Se Leandro, Carlos, Roberto e João saem juntos, eles, afetuosamente, se referirão uns aos outros como Gordo, Cabeção, Rato e Negão.
Comendo fora
Quando a conta chega, Paulo, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$ 20 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá trocado e nenhum vai ao menos admitir que quer troco - logo o troco será convertido em saideiras.Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolso e todas procuram pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Centenário do Cortiba FC - 1909/2009
Tropeçamos no Primeiro Degrau!
Ai..Ai..Ai...Começamos a "celebrar" o Centenário com um minguado 0 x 0 sobre o Irati em casa??? Pode até ser, quem sabe, um bom sinal, afinal, centenário tem dois zeros: jogo número 1, placar 0 - 0, dá 100!!! Tem que achar alguma coisa positiva.
Pelo menos o Paranense de 2009 começou!!! Vivas!!! Vamos Coxa!
Será que devo me preocupar com o Trétis em menos de sete dias?? O que deve ter tido de gente indo rezar na Igreja ao lado do estádio depois do jogo! Dizem que a quantidade de velas acesas chegou a contribuir para o aquecimento global...
Ai..Ai..Ai...Começamos a "celebrar" o Centenário com um minguado 0 x 0 sobre o Irati em casa??? Pode até ser, quem sabe, um bom sinal, afinal, centenário tem dois zeros: jogo número 1, placar 0 - 0, dá 100!!! Tem que achar alguma coisa positiva.
Pelo menos o Paranense de 2009 começou!!! Vivas!!! Vamos Coxa!
Será que devo me preocupar com o Trétis em menos de sete dias?? O que deve ter tido de gente indo rezar na Igreja ao lado do estádio depois do jogo! Dizem que a quantidade de velas acesas chegou a contribuir para o aquecimento global...
sábado, janeiro 24, 2009
Sorria...
"Só com receita"
Na pequena cidade do interior do Paraná, a mulher entra na farmácia e pede ao farmacêutico:
- Por favor, quero comprar arsênico.
O profissional diz:
- Mas não posso vender isso assim! Qual a finalidade?
- Matar meu marido!, ela responde.
- Vixe! Piorou... Aí é que não posso vender, mesmo!, retruca ele.
Então a mulher abre a bolsa e mostra uma foto do marido traíndo-a com a esposa do farmacêutico.
- Ah bom... Com receita é outra coisa!!!
* Extraído da Triboladas do Darta - Tribuna do Paraná
Na pequena cidade do interior do Paraná, a mulher entra na farmácia e pede ao farmacêutico:
- Por favor, quero comprar arsênico.
O profissional diz:
- Mas não posso vender isso assim! Qual a finalidade?
- Matar meu marido!, ela responde.
- Vixe! Piorou... Aí é que não posso vender, mesmo!, retruca ele.
Então a mulher abre a bolsa e mostra uma foto do marido traíndo-a com a esposa do farmacêutico.
- Ah bom... Com receita é outra coisa!!!
* Extraído da Triboladas do Darta - Tribuna do Paraná
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Presidente Obama - Porque acreditar que desta vez pode ser diferente
O fato de um negro chegar à presidência dos Estados Unidos é histórico.
O fato de os democratas reassumirem o controle dos EUA depois de oito horrendos anos de Bush me anima.
Mas o que realmente faz com que eu fique empolgado com o futuro é o próprio presidente Obama que dia 20 de Janeiro tomou posse como o 44º presidente deste país.
Acompanhei a eleição norte-americana, os debates, a coberura da impressa e li o máximo que pude do que ele escreveu, além de ouvir suas declarações, comícios e entrevistas com bastante atenção. Afinal de contas, gostaria de fazer uma decisão coerente sobre quem deveria merecer meu voto. Assim fiz também com o candidato republicano João McCain porém, confesso, que desde o princípio, McCain não me atraia...não creio que teria coragem de arriscar em mais quatro anos de outro "Bush" na Casa Branca!
Sobre o que li e ouvi, em tudo o que Obama disse ou escreveu, percebi um ponto principal: o equilíbrio. Ainda hoje, três dias depois de ser empossado no cargo, ele ainda me parece agir com esta mesma característica.
Alguém já disse que devemos evitar aqueles que peroram. Os que têm solução pronta para tudo. Que nunca duvidam de si mesmos nem de seus pontos de vista. Não deixe tal atitude ser confundida com firmeza, liderança ou convicção. Assemelha-se, isto sim, muito mais com prepotência, arrogância e, acima de tudo, engodo e mentira - pura e simplesmente. São pessoas que falam o que os outros querem ouvir e assim consegue aprovação de todos que, por ser favorável, não questionam suas posições ou afirmações, pois elas, afinal de contas, coincidem com o que pesam ou querem. É um jogo que eles sabem jogar com maestria e que os outros envolvidos no jogo, nem percebem , estão perdendo!
Obama está longe disso. Seu livro de campanha, "A Audácia da Esperança" (The Audacity of Hope - publicado em 2006), é um achado: ao mesmo tempo em que é firme e correto, o então senador de Illinois, consegue ser humilde e mostrar que, sim, tem dúvidas sobre muitas coisas.
Estou cheio de políticos - e principalmente de comentaristas políticos - que acham ser os donos da verdade e terem respostas para tudo e para todos.
Obama já mostrou que quer ouvir gente de todo lado inclusive republicanos. Que quer ser plural. Que não se põe acima do bem e do mal. Que não detem o monopólio das respostas e das soluções. E isso significa muito. É um avanço e tanto em relação à arrogância da maior parte dos políticos sejam eles brasileiros ou americanos.
Agora é o momento quando vamos ver estas palavras tornando-se realidade. Bush chegou a Casa Branca, especialmente em seu segundo mandato, dizendo "I am a uniter, not a divider" - "Eu sou um unificador e não um divisor", não preciso elaborar muito para mostrar como esta máxima tornou-se uma das maiores falícias de seu governo.
Como diz em seu livro e como vimos por toda a campanha de Obama, "Hope", esperança em inglês, contagiou os americanos que acreditam em Obama para nos tirar do buraco sem fundo no qual Bush nos empurrou e, por consequênica, outros países na economia global que vivemos.
Eu acredito! Por que não? Afinal, não a esperança a última a morrer?
O fato de os democratas reassumirem o controle dos EUA depois de oito horrendos anos de Bush me anima.
Mas o que realmente faz com que eu fique empolgado com o futuro é o próprio presidente Obama que dia 20 de Janeiro tomou posse como o 44º presidente deste país.
Acompanhei a eleição norte-americana, os debates, a coberura da impressa e li o máximo que pude do que ele escreveu, além de ouvir suas declarações, comícios e entrevistas com bastante atenção. Afinal de contas, gostaria de fazer uma decisão coerente sobre quem deveria merecer meu voto. Assim fiz também com o candidato republicano João McCain porém, confesso, que desde o princípio, McCain não me atraia...não creio que teria coragem de arriscar em mais quatro anos de outro "Bush" na Casa Branca!
Sobre o que li e ouvi, em tudo o que Obama disse ou escreveu, percebi um ponto principal: o equilíbrio. Ainda hoje, três dias depois de ser empossado no cargo, ele ainda me parece agir com esta mesma característica.
Alguém já disse que devemos evitar aqueles que peroram. Os que têm solução pronta para tudo. Que nunca duvidam de si mesmos nem de seus pontos de vista. Não deixe tal atitude ser confundida com firmeza, liderança ou convicção. Assemelha-se, isto sim, muito mais com prepotência, arrogância e, acima de tudo, engodo e mentira - pura e simplesmente. São pessoas que falam o que os outros querem ouvir e assim consegue aprovação de todos que, por ser favorável, não questionam suas posições ou afirmações, pois elas, afinal de contas, coincidem com o que pesam ou querem. É um jogo que eles sabem jogar com maestria e que os outros envolvidos no jogo, nem percebem , estão perdendo!
Obama está longe disso. Seu livro de campanha, "A Audácia da Esperança" (The Audacity of Hope - publicado em 2006), é um achado: ao mesmo tempo em que é firme e correto, o então senador de Illinois, consegue ser humilde e mostrar que, sim, tem dúvidas sobre muitas coisas.
Estou cheio de políticos - e principalmente de comentaristas políticos - que acham ser os donos da verdade e terem respostas para tudo e para todos.
Obama já mostrou que quer ouvir gente de todo lado inclusive republicanos. Que quer ser plural. Que não se põe acima do bem e do mal. Que não detem o monopólio das respostas e das soluções. E isso significa muito. É um avanço e tanto em relação à arrogância da maior parte dos políticos sejam eles brasileiros ou americanos.
Agora é o momento quando vamos ver estas palavras tornando-se realidade. Bush chegou a Casa Branca, especialmente em seu segundo mandato, dizendo "I am a uniter, not a divider" - "Eu sou um unificador e não um divisor", não preciso elaborar muito para mostrar como esta máxima tornou-se uma das maiores falícias de seu governo.
Como diz em seu livro e como vimos por toda a campanha de Obama, "Hope", esperança em inglês, contagiou os americanos que acreditam em Obama para nos tirar do buraco sem fundo no qual Bush nos empurrou e, por consequênica, outros países na economia global que vivemos.
Eu acredito! Por que não? Afinal, não a esperança a última a morrer?