Oi! De vez em quando encontro um texto inteligente e interessante que resolvo compartilhar com você. A reprodução do texto nem sempre significa estar completamente de acordo com o autor, porém, isto sim, significa que o mesmo conseguiu produzir com ótimo resultado argumentos que merecem ser "ouvidos". Afinal nem sempre toda oposição é burra! Assim sendo, aí vai este texto do Caio Fabio que pode ser lido (assim como muito mais) no seu website www.caiofabio.com.br
Com relação ao homossexualismo, saiba: ele não é genético, mas sim ideológico, como o socialismo, o anarquismo, o machismo, o feminismo, etc... Portanto, o homossexualismo é algo que eu aborreço, assim como aborreço toda forma de ideologização do que seja apenas uma escolha ou, em alguns casos, um certo determinismo ou predisposição de natureza genética.
Desse modo, o homossexualismo é um movimento, um partido cuja política é essa, e que tem uma articulação propositiva; e, em alguns casos, até mesmo um modo de fazer proselitismo sexual: "homossexualização"— uma espécie de "evangelismo sexual perverso".
O que eu digo é outra coisa. Mas como para o seu amigo tudo é um "pacote" — como em geral o é para a maioria dos evangélicos maniqueístas —, ele não sabe nem mesmo ler o que escrevo; como de resto, a maioria também. Portanto, a primeira distinção importante é entender que homossexualismo é um movimento. Já homossexualidade é uma condição psíquica.
O que eu digo é que certas formas de homossexualidade são inatas, diferentemente de outras, que são aprendidas, ou que foram insufladas na infância pela via de vícios, fruto de abusos na infância. Assim, usando apenas uma expressão de Jesus relacionada aos eunucos, digo que uns nasceram, outros foram feitos, e outros se tornaram. Nesse caso, a genética só tem papel prevalente no caso dos que nasceram assim. Para mim, esses, no máximo, conseguem se abster de práticas homossexuais, mas, dentro deles, é assim que se sentem, mesmo quando não praticam.
Por esta razão, creio na reversão desses casos, tanto quanto creio que eu poderia ser revertido de minha heterossexualidade e tornado gay; ou seja: impossível.
Já os demais casos, quando a questão é vício, condicionamento, ou mesmo escolha que se tornou um padrão psicológico, eu creio na possibilidade da reversão, não sem lutas, traumas e seqüelas — porém, ainda assim, com chances de reversão.
Quanto à igreja e os gays, minha opinião é simples, e não temo estar errado acerca disto nem agora e nem no porvir.
Eu creio que a igreja deve ser lugar para todos. Todos. Não importando quem seja. E penso que nela as pessoas têm que ter direito a estar em paz a fim de ouvir a Boa Nova e ficarem com a informação em suas almas, a fim de que o Espírito mesmo faça os aplicativos que desejar da Palavra no coração das pessoas.
Não faço casamentos gays, e não farei. Também não ordeno gays ao ministério também, pela mesma razão pela qual Paulo admitia o bígamo na igreja, mas recomendava que o bispo fosse marido de uma só mulher; afinal, "não foi assim desde o princípio", conforme disse Jesus.
Caio Fabio
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