quarta-feira, novembro 09, 2016

My Two Cents...

Os Democratas perderam a eleição de 2016 em Agosto de 2008 quando fizeram um pacto com o capeta incorporado na forma de Hillary Clinton para que ela concedesse a derrota para Obama como candidato do partido Democrata para a presidência dos EUA e não disputasse com ele na convenção do partido causando um possível “racha” durante a convencao do partido o que ficaria muito ruim para os Dems causando um mal estar e dando munição para os republicanos de que o partido estava dividido, etc... A promessa era de que ela seria incontestavelmente a candidata do partido para suceder Obama. Assim ela aguardou até agora e foi de fato a candidata. Ela NUNCA foi a melhor opção dentro do partido que tem outros nomes com muito mais aceitação e reconhecimento popular, dentro e fora do partido. Pessoas muito mais capazes, com chances maiores de ganharem a eleição. Acontece que, em primeiro lugar, tinham prometido a vaga para ela e não podiam voltar a trás. Os Clinton tem muito poder e força dentro do partido. E também porque acharam que, apesar de ela ser uma candidata fraca, conseguiriam ganhar do Trump. Na verdade qualquer candidato decente poderia ganhar de Trump! Até o Tiririca ganharia dele, e ganharia também da Hillary com facilidade! Um personagem de historia em quadrinhos ganharia de qualquer um destes dois facilmente! Então se os dois são assim tão ruins como o Trump ganhou? Primeiro porque isso mostra como a HC era fraca e rejeitada pelo eleitorado, mesmo dentro do próprio partido. Comparando os resultados das eleições de Obama pode se ver como em muitos lugares onde Obama ganhou em 2008 e 2012, HC perdeu e perdeu feio! Quer dizer os Democratas não foram votar. Eu mesmo não votei nela, mas votei anti-Trump. Em segundo lugar os Republicanos como minha irmã, meu cunhado, o Lisandro e o Mendes (rsrsrs) votam republicano sempre! Quero dizer SEMPRE! Se o capeta encarnado, se materializar e for escolhido como candidato do partido Republicano eles votam nele porque ele é vermelho e é republicano! Em terceito lugar os republicanos odeiam a HC e os Clinton em geral. Então foram votar em massa para assegurar que ela não fosse eleita de jeito nenhum. Assim como eu votei “anti-Trump”, o voto republicano em sua maioria foi “anti-Hillary”. Eles literalemnte ODEIAM os Clintos! E em quarto lugar Trump foi muito esperto! Desde as eleições primarias para escolha dentro do paritdo ele foi mais esperto que todos os republicanos. Ninguem acreditava nele. Muitas outras vezes ele se lançou candidato e depois dessitiu. Não deram bola. Ele colocou muito do seu proprio dinheiro na campanha para ser o escolhido do partido o que deu a ele muita liberdade e independencia para dizer o que queria e nao sofrer o risco de perder apoio financeiro. Assim foi que, um cara que a seis meses atrás se dizia e era considerado democrata, que votou democrata, que apoiou Bill Clinton nas duas eleições presidenciais, contribuindo inclusive financeiramente, acabou sendo escolhido candidato do partido republicano! Acontece que em materia de estratégia e markentig Trump é genio, assim montou o império Trump que se baseia quase que unicamente no nome, “brand”, Trump. Alguns anos atrás tive a oportunidade de jantar com um dos maiores nomes do setor imobiliario aqui de Tampa que me contou como um predio recem construido estava “encalhado” e não conseguia ser vendido. Aptos de alto padrão, em excelente localização, beira-mar, centro da cidade, etc. Ofereceram ao Trump que cobrou uma taxa milionária somente para mudar o nome do prédio e incluir o nome Trump no prédio. Foi tudo vendido em menos de um mês! Trump baseou sua campanha basicamente em cinco pontos: 1) Não sou político tradicional com carreira em Washington (o que é verdade, mas nao sei se é vantagem), 2) Vou cortar impostos para todos (o que é mentira, ele não consegue, nenhum presidente conseguiu ou fez), 3) Acabar com a imigração e deportar imigrantes que já estão aqui (inclui aí a muralha do México, supostamente a ser paga pelo próprio México), 4) Gerar milhões de empregos pricipalmente trazendo industrias de volta para os EUA (empregos que hoje estão na sua maioria na Asia porque empregado lá custa menos – o que não acredito também, uma vez que ele mesmo manda fabricar TODAS as roupas da sua grife no Vietnam e na China) e 5) destruir ISIS e todas as organizações terroristas no mundo (quem não quer isso?). Com estes cinco pilares ele conquistou o americano padrão (branco, evangélico, vivendo na zona rual, sem muita escolaridade) e venceu as eleições por pequena margem (59.251.810 contra 59.445.467 ou seja pouco mais de 200 mil votos num universo de 120 milhões de votos! DETALHE: veja como o americano não participa do processo eleitoral/não vota: 120 milhões de votos num universo de 320 milhões de habitantes. Em comparação: o Brasil teve 105 milhões de votos válidos, na eleição presidencial de 2014). HC ganhou na totalidade dos votos, mas ele ganhou os votos do Colegio Eleitoral e, com toda legalidade e dentro das regras, será o novo presidente. Dizem que este discurso foi estratégia de marketing de campanha para ganhar as eleições – funcionou, e que, como já disse, muitos analistas estão dizendo que Trump presidente não será nem de perto o Trump candidato. Acredito! Não duvido mesmo, porque ele é totalmente imprevisível e faz absolutamente o que quer! Tomara que seja assim mesmo, para o bem deste país e de milhões de pessoas! Uma coisa é certa: a presidência Trump será muito mais interessante, cheia de surpresas, emocionante, imprevisível do que uma presidencia HC! Ainda mais com os republicanos no controle de todo o poder politico em Washington (controlam o congresso, o senado e a presidencia). Quanto tempo até que presidente Trump se desentendam com o partido Rep e se volte contra eles? Não duvide pode acontecer... o líder do congresso (Paul Ryan) re-eleito para outro mandato ontem é um dos maiores desafetos de Trump. Inclusive disse que não votaria para ele nestas eleições (e vice-versa). Hoje uma das perguntas é “o que presidente Trump fará contra Paul Ryan para se vingar”! Estou dizendo...interessantíssimo...vou assitir de camarote! 

Já comprei a pipoca!

terça-feira, fevereiro 16, 2016

PASTORES E MOTORISTAS DE ÔNIBUS

Motoristas de ônibus e pastores evangélicos sentem-se prisioneiros da empresa que lhes paga o salário ou da igreja que os mantêm. Estão infelizes, mas são dependentes daquilo que a comunidade lhe atribui como recompensa. 

 Motoristas de ônibus são muito sacrificados. Além do estresse diário no trânsito, da violência dentro e fora dos coletivos e das longas jornadas de trabalho, eles não se beneficiam, ao contrário de outras categorias profissionais, das benesses da tecnologia. Ao contrário – estão cada vez mais assoberbados. Já se tornou comum que tenham de dirigir e, ao mesmo tempo, cobrar as passagens e dar o troco. Isso, claro, além de sofrer com a má educação de muitos passageiros e com salários baixíssimos.

Um olho na porta da frente, outro na de trás. Gente fazendo sinal para entrar e gente querendo descer. Pensando bem, há algo de semelhante entre o labor dos motoristas de ônibus e o dos pastores. Ambos, cada qual à sua maneira, monitoram o ir e vir alheio; ambos são condutores de grupos, e convivem com os fluxos e refluxos de pessoas. O detalhe é que esses condutores não são os únicos responsáveis por aquilo que dirigem; mas aqueles que estão nos bancos, sejam do ônibus ou da igreja, exigem bons serviços.

O motorista é o único dentro do ônibus que tem obrigação de estar ali, e a ele cabe a mobilidade alheia. Então, que o faça em total segurança, sem jamais desviar do trajeto. Os itinerários pré-estabelecidos têm de ser seguidos.  Proibido é sair do caminho. Já a igreja não gosta de chamar o seu pastor de funcionário: prefere entendê-lo na lógica da vocação. Alguém duvida que, hoje, esses seres humanos estão sobrecarregados entre cuidar de pessoas e gerir empreendimentos eclesiásticos? Na vida cristã, como caminho óbvio, o itinerário é reto, sempre para frente. O público pagante tem o mapa na cabeça, e ai do líder que ousar arejar a viagem do grupo.

O motorista vai trabalhar com sol ou chuva. A temperatura do coletivo nada tem a ver com suas competências. Porém, as janelas que não abrem,o ar condicionado que não gela, o teto escaldante pela energia do sol e o vapor subindo do asfalto interferem em seu trabalho. É como numa panela de pressão, só que sem a válvula de escape. Os pastores, por sua vez, suportam as mesmas condições adversas que atingem as suas ovelhas. Tensões são crescentes quando o condutor não os transporta a águas tranquilas e pastos verdes.

Motoristas são explorados e, ultimamente, solitários. A figura cúmplice do cobrador, para bater um papo, comentar futebol ou chorar as mazelas da vida, está em extinção. Afinal, quase todo mundo tem cartão de passe automático. Horas diárias de trabalho duro sem ter com quem contar. E o pastor? Sim, ele fala na igreja todos os domingos; mas, quem o ouve de fato?

Em congressos para pastores, quando deveria existir espaço para abrir o coração, a pastorada é submetida a ter que ouvir celebridades que são especialistas em obviedades, que apontam para metas e programas eclesiásticos e parecem saber tudo do ofício, mas não pastoreiam uma comunidade. A situação já é alarmante há muito tempo. As condições desumanas de trabalho não são atenuadas com fraseados que remetem ao divino. Há uma epidemia de pastores doentes física, espiritual e emocionalmente, por conta das condições insalubres das suas atividades. Pregam sobre algo que não têm: qualidade de vida. Falam sobre família saudável, mas a sua tem de cumprir o papel de modelo da comunidade. Os filhos ouvem a queixa da igreja em relação aos seus pais ou convivem com o adoecimento de projeções que beiram a canonização. De uma forma ou de outra, o processo é de despersonalização, desumanização e cansaço.

Motoristas de ônibus e pastores evangélicos são duas categorias que não gozam de tanta simpatia da população. Uns são chamados de incompetentes, despreparados; outros, de desonestos, aproveitadores. Em um e outro caso, sentem-se prisioneiros da empresa que lhes paga o salário ou da igreja que os mantêm. Estão infelizes, mas dependem emocional e financeiramente daquilo que a comunidade lhes atribui como recompensa. A dependência é tão grande que alguns, quando afastados das atividades, sofrem surtos de abstinência.


E quem disse que bons pastores têm que gastar a vida nisso? A comunidade evangélica estranha o termo “mística”. Mas é exatamente a mística que haverá de nos salvar de nós mesmos. O modelo de pastores multi atarefados, que precisam fazer o empreendimento crescer, leva a neuroses, e não a Deus. Prefira o caminho alternativo, ainda que a viagem demore mais. E quem se importa com as horas quando está onde quer, com quem ama e compartilhando experiências com Deus?

Escrito por Valdemar Figueiredo para Cristianismo Hoje